quinta-feira, 29 de junho de 2017

Uma abraço ao Alberto

"Em nações menos exóticas, haveria quem expusesse o talento do dr. Costa, de certos amigos do dr. Costa e de outras personalidades admiráveis no “investimento” de milhões em comunicações que não comunicam e em helicópteros que não descolam. E quem fosse directa ou indirectamente responsabilizado pelas famílias encurraladas e carbonizadas em plena estrada, que se apelida “da morte” para efeito “dramático”. E quem denunciasse as mentiras cometidas por figuras ditas de relevo a partir do ponto em que a quantidade de cadáveres era demasiada para continuar a adiar a divulgação. E quem, acima dos estropícios que entopem a Administração Interna, explicasse em língua de gente a recusa dos bombeiros galegos. E quem lembrasse que é tão fácil quanto inútil ganhar campeonatos de futebol, festivais de cantigas e incumbências na ONU: difícil é ganhar vergonha na cara.

Nações menos infantis não descansariam até varrer os demagogos que celebram glórias imaginárias e fintam as desgraças autênticas. Portugal, não. Portugal respeita os mortos, leia-se espera que os vivos não perturbem a “estabilidade”. Portugal observa prioridades, leia-se deixa arrefecer o assunto. Portugal não cede à baixa política, leia-se permite a impunidade geral. Portugal está unido, leia-se criou-se um ambiente hostil a questões desagradáveis. Portugal, repete-se, é uma nação muito forte, leia-se um recreio de oportunistas, desnorteados ao primeiro assomo da realidade.

Sobra uma lição, que a “nação muito antiga” teima em não aprender. Em Pedrógão Grande, o Estado falhou no solitário papel que lhe devia caber: proteger fisicamente os cidadãos. Logo o Estado, de que os portugueses esperam tudo e, no momento que importa, obtêm nada. Não é coincidência."

Todo o artigo aqui.

Alberto Gonçalves, Observador

caos

1. Confusão dos elementos antes da criação do universo.
2. [Figurado]  Confusão.
3. Desordem.
4. Perturbação.

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

A teoria do caos está muito presente no dia-a-dia dos portugueses. Em todo o lado, a arraia miúda discute e propõe formas de melhorar o país nos mais diversos sectores de actividade, incidindo particularmente em formas de desburocratizar instituições e organismos. A pergunta-conclusão é sempre a mesma: mas eles (políticos) não vêem isto? 
Uma novidade: vêem. Por incrível que pareça, as pessoas que ocupam esses cargos, salvo raras excepções, são qualificadas e inteligentes o suficiente para perceber as idiossincrasias do país onde nasceram, viveram e que, de certeza, conhecem melhor do que qualquer cidadão comum. 
O problema é que o caos dá-lhes jeito. Com a organização instalada, ou a falta dela, podem fazer as suas negociatas, os seus esquemas, as suas tramóias: corrupção. Como diz um amigo meu, estão mais perto de "ganhar o belo".
Tomando como exemplo o recente incêndio em Pedrógão, se fosse tudo organizado não teria havido incêndio ou, pelo menos, não seria tão grave; se não houvesse incêndio não teriam trabalhado os helicópteros e aviões: dos amigos; não precisaríamos de um sistema (SIRESP) que não funcionou mas que foi comprado: aos amigos; não se faria um concurso para a aquisição das viaturas dos bombeiros que arderam que vão ser vendidas, adivinhem, pelos amigos; não seria preciso reflorestar a floresta pelas empresas dos amigos; as telecomunicações e a electricidade não seriam repostas pelas empresas dos amigos, que já foram vendidas a preço de amigo e que têm de justificar as gratificações que deram aos amigos; não eram constituídas comissões que vão analisar no terreno o que se passou, com pessoas que irão ser pagas a peso de ouro, pessoas que são: os amigos. Telejornais, Directos das Televisões, Concertos Solidários, Linhas de Apoio, Comissões Parlamentares não teriam existido. 
Resumindo: as vidas humanas pouco importam, para a generalidade dos políticos o que interessam são os interesses dos amigos. Por isso, a minha revolta...
Ainda pensei que os artistas que participaram no concerto solidário, com o tempo de antena que tiveram, falassem sobre estes assuntos, botassem a boca no trombone, que os desmascarassem, que dissessem alto e bom som que nunca mais pode acontecer uma situações destas, que vidas humanas não têm preço, mas, se calhar, também são amigos... 

N.B. Não falarei mais sobre este assunto.
N.B(1). O PCP e o Bloco de Esquerda ainda existem?
N.B(2). A comissão constituída para apurar responsabilidades nada irá concluir.

Cárcere

Não durmo cansado, é irónico
Não fujo do cárcere, é icónico
Não sofro com dor, é tramado
Persigo o futuro do passado

Sem vida não vivo, é concreto
Sem chama não amo, está correto
Sem luz não levanto, um cabelo
Sou mais lambuzado do que um selo

Ninguém na vanguarda, é perigoso
Ninguém faz de mim, temeroso
Ninguém me mapeia, o destino
Sou um anjo ou sou um cretino

Não faço a pergunta correta
Sem ela não alcanço a meta
Ninguém me vai dar a razão
A resposta está no meu coração


terça-feira, 27 de junho de 2017

SIRESP - A Vergonha das Vergonhas

"O BPN foi nacionalizado em Setembro de 2008 – em plena crise financeira internacional – e arrasta-se pelos tribunais desde então. A SLN foi repartida numa parte “boa” (vendida à Galilei) e uma “má” (gerida pelo Estado). Mais tarde, em 2014, foi a vez do Grupo Espírito Santo se esfumar em inquéritos, políticos e judiciais. A PT valia nos últimos dias, antes de ser comprada pela francesa Altice, cinco vezes menos do que quando fora privatizada pela primeira vez.

Do consórcio que fez a parceria público-privada com o Estado, no SIRESP, só a Motorola e a Datacomp sobreviveram a estes 11 anos que mudaram muita coisa, mas aparentemente não trouxeram os benefícios da tal “revolução” anunciada no combate aos incêndios, através de uma comunicação mais eficaz entre as forças que trabalham no terreno. Mas isso será esclarecido quando o inquérito pedido pelo primeiro-ministro mostrar os seus resultados."

Jornal Público

Nesta PPP temos o Dream Team das empresas vigaristas: BPN, SLN, BES e PT. 
O sistema não funcionou e morreram 64 pessoas, vidas que poderiam e deveriam ter sido salvas com um melhor sistema, talvez mais barato... Mas como alguém tinha de ganhar dinheiro, comprou-se e pagou-se milhões (meio submarino) por um sistema que não presta.
Aposto que o relatório dos acontecimentos não vai culpar ninguém. A culpa, mais uma vez, vai morrer solteira. A ministra não se demite porque tem confiança política do primeiro ministro. O primeiro ministro faz perguntas em vez de dar respostas. Os últimos dois ministros da Agricultura culpam-se mutuamente. O líder da oposição acusa o primeiro ministro com base em rumores. Não existe comissão de inquérito independente. O povo assiste a isto tudo impávido e sereno. 
Perante isto, não percebo como é que não houve um levantamento popular no funeral das vítimas onde, hipócritas políticos, compareceram com a maior cara de pau do mundo. 
Somos mesmo um país de brandos costumes. 
Como dizia o banqueiro: "Aí aguenta, aguenta."


                      --- As famosas conquistas de Abril ---

domingo, 25 de junho de 2017

Aí arde, arde...

Os hipócritas dos políticos, choram e dão abraços em frente das câmaras mas, depois, permitem isto:




Fotos tiradas em Arouca, ontem. 

Se alguém se lembra de deitar um cabeça vermelha aqui, virão de novo: lamentos, fotos, votos de pesar, dias de luto, estudos, programas de televisão, notícias de jornal, pessoas a beber leite, directos, jornalistas com corpos por levantar, funerais, palmas (flores e batimentos de mãos), choros, carros dos bombeiros ardidos, ambulâncias, feridos graves e ligeiros, mortos, imóveis destruídos, animais carbonizados, aviões de Espanha, Comissão Europeia, donativos, Hiperatividade em Marcelo... para o ano está tudo igual. Haja paciência!

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Assassinato Colectivo da Infânica

"Eles (crianças e jovens) não suportam a sobrecarga. Deveria haver um maior controlo do tempo que as crianças passam no telemóvel. Até aos 7 anos de idade as crianças não deveriam usar o telemóvel. A partir dessa idade, apenas meia hora por dia. Aos doze anos uma hora de manhã e uma hora à tarde. O telemóvel vicia como drogas duras (já conhecia o conceito). Se tirarmos o telemóvel a um adolescente dois ou três dias, irá aparecer o síndrome de abstinência tal e qual alguém que usa cocaína: irritabilidade, frustração, humor depressivo, insónia e intolerância às dificuldades."

Augusto Cury, Prova Oral

Segundo esta perspectiva, dá imenso trabalho não "assassinar" emocionalmente um criança. Quando chegam à primária são diagnosticados com hiperatividade e encharcados de Ritalina. Apresentam excesso de SmartPhones, de birras e de auto-crescimento. Falta de amor, natureza, atenção, joelhos arranhados e carinho!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A propósito do exame de Português!

Segredo que é segredo não o contes a ninguém:
Amigo tem outro amigo, outro amigo, amigo tem. 


"Ó malta, falei com uma amiga minha cuja explicadora é presidente do sindicato de professores, uma comuna, e diz que ela precisa mesmo, mesmo, mesmo e só de estudar Alberto Caeiro e contos e poesia do século XX. Ela sabe todos os anos o que sai e este ano inclusive. E pediu para ela treinar também uma composição sobre a importância da memória". 

Zimbábue 1970?

"O Centro de Saúde fechado. Fomos a correr a casa de uma funcionária pedir para abrir o Centro de Saúde. Um dos bombeiros pedia para lhe darem uma injecção para ele morrer, tais eram as dores. Então, mobiliza-mo-nos e tivemos enfermeiras, uma médica, um médico que estava cá… e foi assim que tomámos quase de assalto o Centro de Saúde. Tentamos socorrer, mas é evidente: os armários estavam fechados, não havia medicação para as dores, não havia as mínimas condições. Estas coisas não podem acontecer."

Ana Paula Neves, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Castanheira de Pêra
Portugal 2017

--- As famosas conquistas de Abril ---

A bota e a perdigota

Na sua tão ajuizada perfídia, consta que Agustina Bessa-Luís disse certa vez que Manuel Alegre era "o maior dos nossos poetas assim-assim", e disse então tudo o que havia a dizer sobre a atitude com que o fóssil de Abril foi persistindo, à margem de qualquer juízo crítico mais lúcido e severo.

SOL

"Em declarações ao DN, Manuel Alegre afirmou: “É natural que me atribuam este prémio. Até podia ter sido mais cedo”."

Observador





Para ti (Parte 2)

1 - Ninguém muda ninguém; 
2 - Aprende a celebrar os acertos, mais do que apontar as falhas; 
3 - O casamento deve ter 70% de comédia e 30% de drama; 

Augusto Cury, Prova Oral

O mestre da Ironia - Alberto Gonçalves

Aos Césares o que é dos Césares


Por azar, o cepticismo de alguns acha a dádiva uma exibição de “cunhas” e descaramento, e coloca os parentes de Carlos literalmente na lama.

O país não cessa de arranjar novos motivos de orgulho. Há dias, houve a atribuição do Camões a Manuel Alegre, apenas o 13º compatriota distinguido pelo importante prémio. Ontem, houve a saída oficial do PDE, triunfo inegável de Passos Coe…, perdão, António Costa. Pelo meio, aprendemos que uma sobrinha de Carlos César foi contratada pela câmara de Lisboa.

Inês César, 25 anos, socióloga, é a mais recente aquisição da empresa municipal Gebalis, que a contratou à junta de freguesia de Alcântara, onde a jovem dera nas vistas na temporada 2016/17. O facto de ambas as instituições serem socialistas apenas prova a atenção que o PS dedica à formação e ao desenvolvimento de valores emergentes. O parentesco da dra. Inês com o presidente do partido apenas prova que o contributo dos Césares para o progresso nacional está longe de se esgotar.

Luísa, mulher de Carlos e reformada da coordenação dos Palácios da Presidência (uma coisa relevantíssima lá dos Açores, suponho), dispôs-se – sem concurso público que a senhora não é de perder tempo – a abdicar do sossego para coordenar a “estrutura de missão” para a criação da Casa da Autonomia (outra coisa lá dos Açores, nascida por proposta da coordenação dos Palácios da Presidência). Francisco César, filho de Carlos e de Luísa, é deputado regional, eleito pela primeira vez em lista encabeçada pelo pai, que lhe elogia, naturalmente babado, a “militância cívica” e a “sensibilidade”. Rafaela, mulher de Francisco e nora de Carlos e de Luísa, é chefe de gabinete da secretária regional adjunta para os Assuntos da Presidência, posto cuja enganadora insignificância não a impede de auferir justíssimos três mil e setecentos euros mensais. Horácio, irmão de Carlos, cunhado de Luísa e tio de Francisco, também saiu da reforma, após carreira incansável ao serviço da comunidade, para ser adjunto no falecido gabinete de João Soares. Patrocínia, mulher de Horácio e cunhada de Carlos e de Luísa, é assessora do Grupo Parlamentar do PS e brilha em simultâneo na junta de freguesia do Lumiar. E agora é Inês, sobrinha de Carlos, filha de Horácio e de Patrocínia e prima de Francisco, a despontar para o espírito missionário que abençoou aqueles genes. Antes, já existira o avô de Carlos (e bisavô de Francisco, etc.), que este confessou à “Sábado” ter sido presidente de junta, além do bisavô e do tio-bisavô de Carlos, dirigentes do Partido Socialista de Antero de Quental. Isto que se saiba, dado que a modéstia dos virtuosos (ou a falta de espaço) é capaz de obstar à divulgação de todos os casos.

Quantas famílias obedecem a tão rígidos padrões? Na minha, por exemplo, cada um fez pela vida onde calhou. É possível que o meu tio-bisavô fosse padeiro e eu, Deus me valha, detesto bolo-rei. Por falar em rei, é admirável que um clã assim insuflado de ética republicana apresente práticas parecidíssimas com as monárquicas. E é evidente que um clã assim predestinado constitui uma dádiva para qualquer nação. Por azar, o cepticismo de alguns acha a dádiva uma exibição de “cunhas” e descaramento, e coloca os parentes de Carlos literalmente na lama. Se dependesse de gente dessa, alimentada em exclusivo pela inveja, Portugal não iria a lado nenhum, ao contrário dos lados a que vai com gente do gabarito dos Césares.

Como não quero acusações de parcialidade, concedo um exercício. Imagine-se, por absurdo, que os familiares de Carlos não eram profissionais altamente competentes, vultos ímpares do municipalismo ou referências no mundo das coordenações regionais. Imagine-se, em suma, que não seriam os melhores nas funções que em boa hora acederam a desempenhar. Mesmo essa hipótese (absurda, repito) não roubaria um pingo de legitimidade às nomeações em causa e ao papel de Carlos nelas.

Explico porquê. Quem acompanha com zelo a evolução do pensamento filosófico de Carlos, encontra três preocupações centrais. Em Maio de 2008, ainda nas ilhas, Carlos negava o aumento local do desemprego. Em Maio de 2012, celebrava a contenção do desemprego que afinal aumentara nos anos anteriores. Em Agosto de 2015, já transladado para o “continente”, chorava os 250 mil empregos que o país perdera em quatro anos de “neoliberalismo”. Em Fevereiro de 2017, festejava a diminuição diária de 250 desempregados por obra e graça do governo de esquerda. E por aí fora. Constata-se, pois, que o desemprego é a primeira preocupação de Carlos. A segunda é combatê-lo. A terceira é iniciar o combate junto dos seus.

Se a consciência social e o amor à família configuram nepotismo, vou ali e não volto. Não quero viver numa sociedade subjugada à má-fé, que, ao invés de agradecer a oportunidade, se irrita por patrocinar uma família notável. O que vale é que os noticiários ligaram pouco ao assunto e preferiram concentrar-se nos – alerta para chavão – verdadeiros problemas dos portugueses. Os quais, a acreditar nos noticiários, não são nenhuns.

Alberto Gonçalves, Observador


--- As famosas conquistas de Abril ---

Em que ficamos?

Incêndio teve origem criminosa, diz presidente da Liga dos Bombeiros

O presidente da Liga dos Bombeiros Jaime Marta Soares acredita que não foi a trovoada que provocou o grande incêndio de Pedrogão Grande e até que lhe provem o contrário está convencido que o fogo teve origem criminosa. As afirmações foram feitas no Fórum da TSF, durante esta manhã de quarta-feira.

"O incêndio já estava a decorrer há cerca de duas horas quando se desenvolveu o problema com raios que provocaram um conjunto de ignições a acrescer efectivamente aquele incêndio que já era de uma violência extraordinária", afirmou Jaime Marta Soares.

Eu tenho para mim que o incêndio teve origem em mão criminosa.

Público

terça-feira, 20 de junho de 2017

Variações em amor menor

O amor não vincula ninguém,
não se pede, não se exige:
ninguém é obrigado a amar.
A razão encolhe os ombros,
pensa sobre o amor,
trata-o como um irmão mais novo,
irresponsável, imaturo.
O amor não é assim, tão altruísta.
Por incrível que pareça
não sente pela razão,
não a ama, não lhe diz nada,
é-lhe indiferente,
passa-lhe ao lado.
Paradoxalmente, nariz empinado,
é mais objetivo, mais orgulhoso,
mais cheio de si (amor próprio).
Ama. Monopoliza. Arde. Sufoca.
Pragmático,
faz o que tem a fazer.
E fá-lo bem... e sabe bem...
E é bom, muito bom.

Hiprocrisia 3


Hiprocisia 2

"No setor dos media, as televisões também estão a juntar-se à onda de solidariedade. É o caso da RTP que lançou uma linha solidária a favor das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, com o mote “Ninguém é indiferente a uma tragédia desta dimensão”.

“Ajude através do 760 200 600 (0,60€ + IVA). 0,50€ do valor da sua chamada revertem para as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande”, diz o canal público na sua página de Internet."

Sapo Notícias

0,74 - 0,50 = 0,24

Quem ganha 0,24 cêntimos? 

Hipocrisia 1


domingo, 18 de junho de 2017

Para ti... (Parte 1)

"Uma mulher chegou para mim, Dr. Cury o meu marido é muito stressado, pense num homem complicado. Se você que é psiquiatra, ficar 5 minutos com ele, você vai ter um ataque de ansiedade. Nesse momento, aproximei-me dela, olhei-a nos olhos e disse: se você escolheu um homem tão complicado para viver, você não deve ser tão fácil". 

Augusto Cury, Prova Oral

Sinto muito

Talvez com esta enorme tragédia se pense de vez numa solução para os incêndios. Estes políticos em vez de roubarem tanto, podiam, de uma vez por todas, fazer alguma coisa pelas populações e pelo país e legislar em conformidade: limpeza de matas, penas pesadas para incendiários, criação de centros de energia limpa com resíduos da floresta. 
Todos os anos, se o S. Pedro não ajuda, andamos com o coração nas mãos. Mas como andam entretidos em vigarices, não têm tempo para cuidar das populações...
A emoção põe-me a falar de "palito na boca" mas foda-se: 61 mortos!


sábado, 17 de junho de 2017

A festa da vida!

Dar a César o que é de César

A inveja portuguesa já anda por aí a criticar os Césares. Explico melhor. Carlos, chefe do clã, é presidente do PS e líder do grupo parlamentar respectivo. A sobrinha, segundo se lê, saltou de uma junta de freguesia socialista (em Lisboa) para uma empresa camarária (em Lisboa). Depois há a mulher, o filho, a nora, o irmão, o cão e o periquito - todos na administração pública ou com cargos públicos. Eu só pergunto: qual é o problema?

João Pereira Coutinho, Revista Sábado


-- As famosas conquistas de Abril --

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Síndrome do Pensamento Acelerado

"Pensar de mais sem gerenciamento é uma bomba contra a saúde emocional. Uma criança de 7 anos de idade, actualmente, tem mais informações que o Imperador Romano tinha no auge de Roma. O Jornal New Your Times tem mais informações num único exemplar do que um ser humano médio adquiria durante toda a sua vida. 
Os sintomas são: acordar cansado; dores de cabeça e dores musculares; sofrimento por antecipação; dificuldade de conviver com pessoas lentas ou de ter paciência nos focos de tensão."

Augusto Cury, Prova Oral

Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Bem Esgalhado!

Já tinha mencionado aqui o meu fascínio completo pelos comentários às notícias nos diferentes órgãos de comunicação social. E ainda dizem que não se aprende nada!

Mais uma pérola por João Lima. Bem esgalhado!


"Como profissional da punheta desde a década de 70, verifico que cada vez mais é difícil encontrar profissionais, colegas meus, nesta actividade de punheteiro. Antigamente, qualquer coisa nua na Gina ou Tina, era de imediato cinco contra um.. ninguém se queixava. Hoje, reparo que os profissionais da punheta que comentam está notícia, são esquisitos, nunca estão satisfeitos, ou é por causa da idade, estão descaídas ou da cara que não é bonita. Se vocês tivessem vivido o período das cavernas numa escola secundária da decada de 70, onde qualquer elefante era inspirador para uma punheta, olhavam para os dias de hoje como um período espetacular, onde em cada página se calça novamente as luvas para mais um esgalhar."

João Lima

segunda-feira, 12 de junho de 2017

No tempo do Salazar era preciso licença para ter um isqueiro

Uma queixa contra um animador de rua, que tocava junto ao banco BPI, em plena Avenida Central, em Braga, provocou, na tarde de ontem, um grande alarido, que obrigou à intervenção da PSP para controlar os ânimos de um aglomerado de cerca de 400 pessoas, que estavam a favor da atividade do homem.

Segundo fonte da Polícia Municipal de Braga, comerciantes e trabalhadores dos escritórios todos os dias se "têm queixado" da música alta que é tocada por aquele artista e, ontem, "após mais uma queixa, duas fiscais da nossa Polícia foram ter com o homem para desligar o amplificador que não tem licença para utilizar".

Jornal de Notícias


--- As famosas conquistas de Abril! ---




Presunção e água benta

"Sou um Marcelo em ponto pequeno."

Valentim Loureiro, Jornal de Notícias

sábado, 10 de junho de 2017

Marketing Olfactivo

"Muitos estudos afirmam que um local bem aromatizado, e cujo odor seja coerente com o negócio, tem tudo para vender mais, porque aumenta a intenção de compra de potenciais clientes."

Revista Sábado

Nunca tinha pensado nisto mas, vistas bem as coisas, se as casas de alterne levam isto a sério...

:)

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Minas Canicas

O conceito não é novo e não é meu. Apesar disso, é um conceito com o qual concordo inteiramente e que retrata a civilização de um povo e a sua cultura.
Toda a gente sabe que as cidades não foram construídas para a bicharada. Quando um qualquer animal selvagem resolve "invadir" o espaço que o homem lhe roubou é considerado um intruso, como se o bicho soubesse distinguir territórios amigáveis de territórios não amigáveis.
Posto isto, suponho que "animalada" de estimação, embora mais adaptada do que os descritos atrás, também apresente algumas inaptidões à vida citadina, como se verificou há uns tempos quando uma menina foi violentamente atacada por um rottweiler num parque infantil.
Desta forma, os comuns mortais animais racionais têm duas opções: ou - como eu - optam por não ter animais de estimação porque não têm as condições necessárias para os ter ou, tendo-os, proporcionam-lhes as mínimas condições de digna sobrevivência, minimizando o seu impacto no meio envolvente. Tirá-los de casa diariamente é só uma dessas condições. Limpar o seu cocó quando saem de casa é outra. E não é só o cocó dos passeios porque muitos donos incentivam os bichos a aliviarem-se em jardins só para disfarçar... Disfarces que podem trazer alguns perigos às crianças, ávidas de brincadeiras nos poucos espaços verdes das cidades. 
Alguns donos de animais de estimação ainda não perceberam que os animais e os seus dejectos são propriedade dos seus donos, ou seja, deles mesmos. Enfatizo esta ideia, reforçando-a, porque há muita gente que faz de conta... Aliás, no nosso país, nos mais diversos assuntos, há muita gente que faz de conta.
Analisando os passeios das cidades, concluo que fico sem saber quem são os bichos?




quinta-feira, 1 de junho de 2017

Com respeito ao respeito, não há respeito nenhum...

"Estiveram no poder durante décadas e ficaram conhecidos como dinossauros do poder local. Alguns estão de regresso nas próximas eleições autárquicas. Uns apostam em reconquistar a câmara que já governaram, outros tentam a sorte noutros concelhos. Todos querem recuperar o poder. Isaltino quer voltar a colocar Oeiras no top. Narciso Miranda quer “recolocar Matosinhos no mapa” e Valentim Loureiro garante que está a ser pressionado para avançar. Vamos voltar a ouvir falar deles nos próximos meses." 

Jornal i

Apesar da lei permitir, o seu espírito não é este... Será que estes senhores não têm mais nada para fazer na vida? Há gente que está mesmo agarrada ao poder! Espero que o povo lhes mostre que precisa de novos rostos, com novas ideias, com verdadeira juventude... pessoas que não tenham vícios, nem estejam ligadas aos mais variados escândalos pessoais e profissionais. 
Qualquer dia, até o filósofo grego - depois de absolvido com indemnização - se candidata a Presidente da República... e ganha.

Constatações

"O mundo, respondeu, é um lugar muito grande feito de coisas muito pequenas."

João Tordo, O deslumbre de Cecília Fluss

"A vida é um acaso muito pequeno feito de coisas muito grandes."

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