domingo, 30 de abril de 2017

Idiota dos fracos

O deputado do PCP Miguel Tiago, no meio de uma discussão no Twitter, aprovou a distribuição de armas à população na Venezuela.

Este PCP é uma comédia. 

Ainda há quem defenda 230 deputados para depois os deputados do PCP - 15! - defenderem regimes como o da Coreia do Norte e da Venezuela.

Pergunta: se defendem ditaduras, por que raio foram dos principais impulsionadores da queda do Estado Novo, a nossa ditadura?
Resposta: porque queriam - Álvaro Cunhal - implementar a sua ditadura em Portugal. E ainda querem. 

Para o meu amigo Cocas

"Os portugueses não são avessos à liberdade por desconhecerem os respectivos benefícios. Os portugueses são avessos à liberdade por conhecerem as respectivas desvantagens – e as vantagens da atitude oposta. Na medida em que deposita o destino nas mãos de cada um, a liberdade implica responsabilidade, risco e uma trabalheira desgraçada, em suma exactamente aquilo que o português evita, ou procura evitar, ao roçar-se diligentemente no Estado."

Alberto Gonçalves, Observador

sábado, 29 de abril de 2017

Brilhante gestão de um homem do futebol

Adoro futebol. Não faço segredo disso, não preciso... Tenho pena que o jogo seja considerado - por alguns pseudo-intelectuais - o  desporto do povo, depreciativamente claro... Algumas vezes esta animosidade, má vontade ou o que lhe queriam chamar é considerada um tipo de superioridade, de inteligência, de bom gosto: sim,  porque eu até nem gosto de futebol, onze contra onze atrás de uma bola... 
Tudo isto para dizer que a modalidade "do povo" pode ensinar-nos muitas coisas como, por exemplo, a forma como se devem gerir pessoas no seu local de trabalho, milionários com um ego do tamanho da conta bancária e, não raras vezes, com um cérebro do tamanho de um feijão.
Neste particular, temos - Portugal - muitos e bons treinadores espalhados pelo mundo. Um dos melhores subiu a pulso, chama-se Leonardo Jardim e treina um clube francês, o Mónaco. Neste momento está nas meias finais da melhor competição futebolística mundial com uma equipa de tostões comparada com as concorrentes. Diz ele:

"Utilizo uma filosofia baseada numa interacção total. Não sou treinador de gabinete, mas de campo. Faço a gestão GALO: Gestão Andando de um Lado para o Outro! Não marco reuniões, tenho a informação da fonte de uma forma directa. Chego às 9 horas e ando no clube durante hora e meia. No fim do treino, volto a andar mais hora e meia. Ando às voltas, sem rumo, mas com disciplina. É nessas alturas que há maior fluxo de informação. Não ligo o computador, nem fico ao telemóvel com empresários. Converso com quem me cruzo, ando por zonas onde não era suposto andar. Observo e sinto o ambiente. Engraxo quem está abaixo: o roupeiro, o massagista... nunca o chefe. Escuto, escuto e escuro. A coerência em palavras e actos, é fundamental. Os jogadores gostam de ser reconhecidos e temos de gerir os egos.”
Posto isto, penso que já perceberam onde quero chegar. Afinal, sempre conseguimos aprender alguma coisa com o futebol...

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Provérbio Popular Australiano

Quanto mais se sabe menos se precisa.

Maria

Hoje brinco contigo,
Hoje pego em ti,
No teu sorriso,
Nos teus caracóis,
Na ternura que exalas quando:
falas, brincas, corres, vives.

Quero ser o teu modelo,
O teu espelho,
O teu super-herói:
Que pode tudo,
Que sabe tudo.

Quatro anos não é coisa pouca,
Para mim não é.
Sou um pai de rebuçado,
de algodão doce,
de gelado cor-de-rosa como tu gostas.

Encheste a minha vida
e a vida da mamã.
Estás a fazer um bom trabalho.

O teu sucesso é o nosso sucesso.
Não tenhas medo de errar, faz parte.
Arrisca.
Tira as rodas da bicicleta e
enfrenta os desafios,
supera as dificuldades,
nunca desistas.
Nós vamos estar, sempre, aqui!

Dá para tudo!

"Mas toda a gente que trabalha comigo adora-me. O que não suporto neles? Não devolverem. Estarem ali por estar, é o que calhou, nunca se perguntarem: porque é que estou a fazer isto?"

Ljubomir Stanisic, Revista Sábado

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Ficção ou Realidade

"Só em novelas", "é muito filme", "no cinema também acontece isso" são expressões que usávamos diariamente com alguma aproposito sobre os mais variados assuntos, para os classificarmos de inverosímeis, inverdadeiros ou ficcionais.
Porém, nos últimos tempos, temos levado com um banho de realidade brutal: a ficção tem-se tornado o parente pobre da realidade. Desta forma, as acções humanas ficaram tão repugnantes, maléficas e monstruosas que ultrapassaram em maldade a mais prodigiosa imaginação de qualquer argumentista.
Os telejornais são "churrilhos" de notícias sobre assassinatos conjugais, bombardeamentos de cidades, uso de armas químicas em crianças, roubo de milhões sem culpados, naufrágios sucessivos e sem fim à vista no mediterrâneo, testes com armas nucleares. 
Estas situações aconteceram, também, no passado. Na última grande guerra foram cometidos actos iguais ou piores. Desde esse conflito vivemos, em toda a Europa e em grande parte do Mundo, décadas de relativa tranquilidade e segurança. 
O que mais me apoquenta é a crescente insensibilidade para com estes acontecimentos de cidadãos e governos. Olhamos para a imagem de uma criança morta numa praia, plasmada na página de uma jornal e... tudo bem? Conseguimos almoçar na mesma, sair à noite, cantar uma canção de embalar aos nossos filhos, dar uma corrida, fazer amor?
Será esta insensibilidade um mecanismo de defesa, uma transformação civilizacional, uma automentira caridosa, uma alienação de grupo ou a pista de que o fim da civilização como a conhecemos pode estar perto e que, sem dor, o ser humano não se poderá reinventar?




Namoro

Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com a letra bonita eu disse ela tinha
um sorrir luminoso tão quente e gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista nas acácias floridas
espalhando diamantes na fímbria do mar

e dando calor ao sumo das mangas.
sua pele macia - era sumaúma...
Sua pele macia, da cor do jambo, cheirando a rosas
tão rijo e tão doce - como o maboque...
Seu seios laranjas - laranjas do Loge
seus dentes... - marfim...
Mandei-lhe uma carta
e ela disse que não.

Mandei-lhe um cartão
que o Maninjo tipografou:
"Por ti sofre o meu coração"
Num canto - SIM, noutro canto - NÃO
E ela o canto do NÃO dobrou.

Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete
pedindo rogando de joelhos no chão
pela Senhora do Cabo, pela Santa Ifigénia,
me desse a ventura do seu namoro...
E ela disse que não.

Levei à avó Chica, quimbanda de fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço forte e seguro
que nela nascesse um amor como o meu...
E o feitiço falhou.

Esperei-a de tarde, à porta da fábrica,
ofertei-lhe um colar e um anel e um broche,
paguei-lhe doces na calçada da Missão,
ficamos num banco do largo da Estátua,
afaguei-lhe as mãos...
falei-lhe de amor... e ela disse que não.

Andei barbado, sujo, e descalço,
como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
" - Não viu...(ai, não viu...?) Não viu Benjamim?"
E perdido me deram no morro da Samba.
E para me distrair
levaram-me ao baile do sô Januário
mas ela lá estava num canto a rir
contando o meu caso às moças mais lindas do Bairro Operário

Tocaram uma rumba dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: "Aí Benjamim!"
Olhei-a nos olhos - sorriu para mim
pedi-lhe um beijo - e ela disse que sim.

Viriato da Cruz

domingo, 23 de abril de 2017

sábado, 22 de abril de 2017

Vergonha

"Há um excesso de estudantes de medicina. Em cada ano entram cerca de 1800 estudantes nos cursos de medicina, quando não temos capacidade formativa para isso", afirma Miguel Guimarães. Para a Ordem dos Médicos, ao longo dos anos os ministérios do Ensino Superior e da Saúde foram aumentando "de forma incompreensível" o número de vagas para acesso aos cursos de medicina, sem compreenderem o impacto dessa medida."
Se existe um número assim tão grande de alunos a estudar Medicina, por que razão faltam clínicos nos hospitais, não existem médicos no interior do país e as consultas se mantêm a 60 euros?

Resposta: porque estamos reféns há tempo de mais de uma classe que, em vez de se preocupar com o bem estar das pessoas como jurou Hipócrates, está preocupada com o seu bem estar, nomeadamente o seu bem estar financeiro. 
Compreende-se e aceita-se que um médico tenha um vencimento acima da média uma vez que as suas responsabilidades também são acima da média. Não se compreende que, num país como o nosso, os médicos não sejam obrigados a optar pela saúde pública ou privada e, no caso de optarem pela segunda, não sejam obrigados a devolver ao estado o dinheiro que este investiu na sua formação. Também não se compreende que sejam pagos a peso de ouro e que gozem de um status que vai muito além do "aceitável".
É uma vergonha o que este bastonário disse, na linha dos anteriores. A sua tristíssima função é atirar areia para os olhos das pessoas, manter o status dos seus associados a qualquer custo e perpetuar desigualdades. No fundo, em vez de estar a salvar vidas, é um "lobista".
Já agora, uma curiosidade: quanto custam os imóveis (plural porque são três) onde está sediada a ordem dos médicos, numa das avenidas mais caras de Lisboa?

P.S. Não, não sou um dos muitos que tentou entrar em Medicina e por décimas não conseguiu. Sim, porque ainda existem pessoas que pensam em primeiro lugar na sua realização pessoal e depois na carr(t)eira.

Só em Portugal

Idosa vai receber a reforma em carrinho de mão. Se não fosse triste era cómico.

Em Portugal há dinheiro para autoestradas, resgate a bancos, reformas milionárias, idiotas, IVG's, resgate a bancos, subornos, processos crime intermináveis, aeroportos em Évora, marinas, mulheres dos idiotas, 230 deputados, resgate a bancos, obras faraónicas, perdões fiscais, resgate a bancos... mas não há dinheiro para levar esta idosa receber a reforma. Está certo!

terça-feira, 18 de abril de 2017

The End - Torremolinos

"O pior de tudo é que muitos paizinhos/mãezinhas acham tudo bem e defendem os coitados dos meninos que afinal "só" partiram umas coisas, ainda por cima num hotel espanhol, que ainda não percebeu que deve ter jaulas em vez de quartos."

Pacheco Pereira, A Lagartixa e o Jacaré

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Só desisto se for eleito!

"Nós achamos que as pessoas do mundo da arte não estão sensibilizadas para o verdadeiro nojo que se está a passar e há aqui uma data de pessoas que não passam de uma chusma de parasitas que estão a brincar connosco, que estão a brincar com os portugueses. (....) A arte, o meio artístico nacional é uma chusma de prostitutas e proxenetas. Eu queria chamar à atenção para que os políticos são espantalhos e também são prostitutas dos bancários." 

Manuel João Vieira, Prova Oral

domingo, 16 de abril de 2017

Realidade

O que devia ser real era o sonho e não a realidade.

Manuel João Vieira, Prova Oral

sexta-feira, 14 de abril de 2017

O ministro da Educação disse...

que os recentes acontecimentos em Torremolinos não estavam directamente relacionados com as escolas públicas, embora estivesse a acompanhar de perto os "problemas" causados pelos alunos portugueses.
Quem faz uma constatação destas, depois dos dois anos no cargo, ainda não percebeu o  problema de fundo da educação em Portugal que pode ser resumido numa palavra: impunidade. 
Compreendo que a resolução deste problema não seja fácil. Não compreendo de todo que o mesmo não esteja identificado e que não se esteja a trabalhar na sua resolução. 
Nos dias que correm, todos os actores educativos já perceberam que as  escolas públicas estão cheias de vândalos e vazias de consequências. Tudo pode ser feito por parte dos alunos, tudo deve ser tolerado  pelos professores, tudo serve de desculpa para os pais.
Os mais velhos vão passando pelos pingos da chuva: escolhem as melhores turmas, os melhores alunos, os melhores horários. Ainda assim, estão esgotados e desiludidos. Os mais novos, menos cansados da vida e do sistema, ficam com o que sobra até ficarem cansados, desiludidos e se tornarem "mais velhos". Tudo se rege num ténue equilíbrio onde os directores, trapezistas, tentam manter o agrupamento fora dos telejornais.
Podia apontar casos práticos. Não o farei, pelo sigilo profissional e porque estou demasiado cansado, apesar de ser "dos mais novos". Não sei se chegarei a velho, não sei se aguento até lá. Resta-me esperar e contar os dias até ao final das aulas esperando que o próximo ano seja... melhor!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Bichos?

Um dia, alguns alunos de uma escola do norte do país, por sinal uma boa escola, foram acampar para um parque de campismo para os lados de Arouca. 
Se durante o dia tudo correu bem, de noite foi um "ver se te avias": arrotos, gritos, vómitos, música e tudo o resto que uma tenda de campismo pode esconder até às 5 da manhã. 
De manhãzinha, um dos chefes escuteiros que teve o  azar de partilhar o parque com essa escola, em conversa informal com um dos vigilantes da mesma proferiu, qual juiz, a seguinte sentença: bichos!

Subtilezas

Há pessoas que só fazem o bem pensando que estão a fazer o mal. Como diz a fadista: que estranha forma de vida.

Ele lá no fundo...

Quantas vezes ouvimos o povo repetir: ele na no fundo até é boa pessoa; no fundo tem bom coração. Esta frase daria uma tese de mestrado. Não tenho tempo nem paciência.
Se um indivíduo pratica uma ação, uma má ação e depois se arrepende do que fez e vai "ao fundo"; ou se pratica boas ações porque essas ações lhe trarão benefícios pessoais; ou se uma outra pessoa gostando da primeira é cega e quer ver coisas onde não existem, não me venham com merdas: ou se é, ou se não é. 
E sim, tenho uma visão maniqueísta da bondade.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Dois conselhos que ouvi hoje;

"Nunca cometas o mesmo erro duas vezes.

Não fiques na cama todo o dia a menos que ganhes dinheiro com isso."

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Full Stop

Um ponto final contém, em média, oito mil milhões de átomos de carbono.
Eu tenho oito mil milhões de razões para gostar de ti!

sábado, 1 de abril de 2017

Falta de educação? Não: carácter, personalidade, raça, pragmatismo...

Sou mais "vai-te foder, meu."

Ljubomir Stanisic, Revista Sábado

Sem papas na língua

"Liderar pessoas é em primeiro lugar dar-lhes a perceber  que sem trabalho não existe vida, e que trabalho é uma coisa dura e por isso tem de ser bem feito."

Ljubomir Stanisic, Revista Sábado