quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Se não fosse o vidro sujo...

Síndrome da abelha rainha

"Não acredito que sejam só os homens o travão para as mulheres chegarem às posições de poder. (...) O síndrome da abelha rainha é uma metáfora para dar a ideia que as mulheres não se ajudam muito umas às outras quando chegam a posições de poder e que tratam mais severamente os subordinados do que os homens, em particular se forem outras mulheres. Elas não cooperam tanto como os homens são capazes de cooperar, aliás, elas próprias se queixam disso."

Paulo FinurasProva Oral

Se puderem ouvir esta Prova Oral, aconselho aqui.

Conceito muito interessante!

B - C > 0

Aos benefícios que são obtidos em qualquer ação humana, retiramos os custos. No final, o resultado terá de ser maior do que zero!

Paulo FinurasProva Oral

Se queres ser eficaz...

pergunta à natureza como faz!

Paulo Finuras, Prova Oral

Pós-verdade(post-truth)... a palavra do ano!

Segundo a definição dos dicionários Oxford, pós-verdade é um adjetivo que faz referência a "circunstâncias em que os factos objetivos têm menos influência na formação de opinião pública do que os apelos emocionais e as opiniões pessoais". Este adjetivo foi escolhido como a "palavra do ano 2016". 

Dá que pensar esta escolha. Por um lado penso que devemos, quase sempre, dar ouvidos ao coração. Os nossos instintos tão desenvolvidos ao longo de milénios que nos fizeram a espécie dominante estão, muitas vezes, certos. 
Por outro lado, parece-me demasiado redutor estar perante dados concretos, relatos, estatísticas, números e não conseguirmos realizar a verdade na nossa cabeça. Esta dicotomia nem sempre é pacífica, levando-nos, não raras vezes, a tomar péssimas decisões.
O conceito não é novo. Teve um novo impulso com a eleição do novo presidente dos EUA e, por isso, foi escolhido como palavra do ano. 
No nosso burgo, no que nos diz respeito enquanto portugueses parece-me que o conceito é levado ao estremo pelos filhos de Viriato, senão reparemos em dois exemplos práticos: ainda há pessoas (muitas) que defendem Salazar e o seu regime: "havia respeito e deixavam-se as portas das casas abertas"; ainda encontro pessoas que defendem Sócrates - um dos maiores vígaros (adoro esta palavra) que Portugal teve em democracia - apesar de todas as porcarias onde está/esteve/estará envolvido. 
No fundo, o nosso país tem chafurdado neste conceito ao longo da sua história, talvez seja esse um dos seus principais problemas. Localmente, por exemplo, conheço pessoas que votam numa determinado pessoa por razões meramente emocionais que as identificam com determinados partidos políticos, não levando em linha de conta a sua matriz ideológica, mas apenas e só o seu nome e o nome dos seus fundadores. A nível nacional passa-se o mesmo. 
Os políticos portugueses perceberam, muito cedo, que em democracia não precisavam da PIDE ou do lápis azul para dominar a opinião pública. Bastava embrutecer a populaça (mais uma bela palavra) com novelas, reality shows e horóscopos. 
Que país este que se insurge contra um bisonte como o Trump mas que não faz mea culpa com os políticos que elegeu e que, de cabeça, tiveram problemas com a justiça ou estiveram envolvidos em negociatas (terceira bela palavra): Sócrates, Passos Coelho, Duarte Lima, Cavaco Silva, Paulo Portas, Armando Vara, Dias Loureiro, Isaltino Morais, Ferreira do Amaral... A lista continua com banqueiros...
Conselho meu que não percebe nada disto: nas relações pessoais deixem falar o coração. Nas relações institucionais e que envolvam o bem-estar colectivo usem a cabeça e leiam jornais! Custa muito?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Todas as manhãs a mesma vergonha!


Confirmo!!!

"As mulheres odeiam as mulheres. É nisto que acredito. A natureza das mulheres é a de não apoiar outras mulheres. É realmente triste. Os homens protegem-se entre eles e as mulheres protegem os seus homens e os filhos."

Madonna

¿Por qué no te callas?

"Há coisas que são sagradas como a nossa liberdadezinha."
João Soares

sábado, 3 de dezembro de 2016

What a wonderful world!


Morte de um ditador

Na última semana assisti através da comunicação social a uma enorme comoção pela morte de um ditador. 
Que era uma figura carismática ninguém tem dúvidas. Que representava o seu povo e, à sua maneira, combatia o capitalismo americano, igualmente. Que existem pessoas que gostam de ditadores também fiquei a perceber. Que assassinos podem ser heróis também já sabia. 
Porém, não são razoáveis os relatos que fazem dele um grande homem.  Carisma e bondade são bastante diferentes, assim como são diferentes ditadura e democracia, populismo e simplicidade, mentira e verdade, medo, opressão...
Parece que toda a gente se esqueceu que em Cuba não há democracia há muitos anos, não há eleições, não há liberdade de expressão... 
Este homem fez com que morressem no mar milhares de cubanos que procuravam uma vida melhor. Criou campos de concentração. Fuzilou dissidentes só porque sim. Matou inocentes. Exaltou e deu poder aos carrascos. 
A semana começou com a morte de apenas um ditador. Só isso. Nada mais.
No meio da porcaria toda destaco dois testunhos. O nosso ex-presidente Jorge Sampaio disse que "as pessoas não podiam ignorar a ditadura, mas aquela figura era de uma grande simpatia". Donald Trump afirmou que tinha morrido "um ditador brutal que oprimiu o próprio povo". 
Curiosamente o mais lúcido foi o Trump. E o burro sou eu?