sábado, 26 de novembro de 2016

Ok, mas eu gosto daqui...

Na Holanda vive-se sem necessidade de pedir favores, meter cunhas, pagar luvas (...) Portugal dói-me. Outras vezes, envergonha-me, enraivece-me, faz-me desesperar.

J. Rentes de Carvalho, Correio de Domingo

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

M.L.

Vi-te a nascer, a aparecer, do ventre materno,
Peguei em ti e logo senti um amor eterno.
Enchente os pulmões, bebeste sensações, seguiste em frente, 
Desde esse dia, senti que sentia, o coração quente.

Abriste os olhos, despertaste dos sonhos, encheste a sala,  

Como princesa, vesti-te na mesa, um traje de gala. 
És o meu mundo, o bem mais profundo, a jura cumprida,
Despertas nos teus, o azul dos céus, o sentido da vida. 

Já andas e falas, nunca te calas, estás sempre a cantar,
Tens uma aura, um "sei lá" que não fala, não sei explicar.
Quando me abraças, és o meu cinto das calças, és o meu analgésico,
Quando preciso, penso no teu sorriso, não preciso do médico.

O teu futuro, será sempre seguro, comigo por perto.
Sou um pai protector,  aliviarei qualquer dor, morrerei no deserto.
Peço ao destino, que me dê muito tino, para te proteger,
Estarei sempre aqui, velarei por ti, até adormecer. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Falta de homens. Muito bom!

"Há uma falta de homens enorme. Anda aí o mulherio todo, miúdas giras completamente sozinhas. (...) Primeiro os homens estão com o mal da fruta, há muitos com o mal da fruta, passaram-se para o outro lado. Há outros que são bi. Os que não estão em nenhum destes grupos descobriram que não precisam de se comprometer quando podem todas as noites engatar alguém. O problema é que o relógio das mulheres faz com que elas queiram assentar, as mulheres sonham todas com o príncipe encantado, o cavalinho, a história toda, e isto existe, neste momento há uma solidão enorme e isto é sem dúvida um problema gravíssimo." 

Luísa Castelo Branco, Prova Oral (adap.)

domingo, 20 de novembro de 2016

Redes Sociais em particular o Facebook.

Não  tenho, não quero, não gosto... 
Apesar da primeira frase parecer algo agressiva sou, essencialmente e genuinamente, uma pessoa prática. Não gosto de saber a vida dos outros (exceptuando raros casos onde me revejo na bestialidade da essência humana) e, principalmente, não gosto que ninguém saiba da minha vida.
Sim, porque é disso que se trata embora consiga perceber algumas vantagens na coisa, de cabeça elenco três: o carácter agregador de pessoas que por esta ou aquela razão não se viam há anos, o enriquecimento e uma vida muito melhor para o vosso patrão - porque todos os Facebookianos trabalham para o patrão Mark - e o surgimento de notícias e alertas importantes na vida das pessoas como, por exemplo, o desaparecimento de uma pessoa ou bem, tantas vezes prontamente divulgados. 
Sendo assim, como as desvantagens superam largamente as vantagens não tenho, não quero, não gosto e o mais curioso é que tenho sobrevivido. 
Sabiam que, por exemplo, milhares de pedófilos roubam as fotografias dos filhos dos Facebooks dos pais? Aqui 
Sabiam que o Papa Francisco apoiou a candidatura de Donald Trump? Pelo menos foi a partilha que fizeram milhões de americanos. Aqui 
Quem ainda não se comoveu com a notícia de um falecimento divulgado numa rede social com RIP's a torto e a direito de uma pessoa/celebridade que afinal estava, pasmem-se, viva?
As redes sociais são, essencialmente, o local onde, como postei anteriormente, as pessoas falam muito e lêem pouco, criticam muito e ajudam zero, publicam muita felicidade e afinal são... infelizes! Todo este post é, apenas e só, a minha opinião. 

Se precisarem eu sei onde os encontrar! Boa semana...


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Facebook

No Facebook passam-se grandes coisas. As pessoas escrevem de mais e lêem de menos. Estamos numa época de narcisismo, como se nos estivéssemos permanentemente a ver ao espelho(...).

J. L. Pio Abreu, Revista Sábado

Concordo

O ensino secundário deveria ser preparado adequadamente para os homens, sem ser este ensino massificado de papel e lápis. No meu tempo existia actividade, trabalhos manuais, desporto, música. A falta de investimento no ensino reduziu-o ao papel e lápis e para isso as raparigas estão muito melhor preparadas. Estamos numa época em que ninguém raciocina profundamente porque só lêem no Facebook, apanham tudo de ouvido. Raciocínio, escrita, pensamento crítico, isso não há.

J. L. Pio Abreu, Revista Sábado

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Momento

Não sei se estou triste,
se sou triste.
A vida é feita de momentos,
bons, maus, de azar, de sorte:
a vida é a matemática da morte.

A sorte da decisão,
do momento,
Pode sair do coração 
e mudar qualquer contratempo.

Nos momentos há decisões,
encruzilhadas, duas estradas.
A poesia dos momentos
pode ser bela, com metáforas e aliterações,
ironias e comparações.
Mas também pode ter hipérboles,
anástrofes, elipses...

O momento da decisão ou a decisão do momento, 
pode ser fim e início ao mesmo tempo.
Eu não quero ser um momento.
Eu quero ser o momento.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Whashington Olivetto

Nós homens somos muito pretensiosos, mas as mulheres são, sem dúvida, intelectualmente superiores.

Prova Oral, Antena 3

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A.C.

E se não há mais nada?
Se somos apenas corpo, 
Se somos apenas isto:
Pó...
Cinza...
Lembrança...
Uma foto a preto e branco
que alguém se esqueceu de queimar. 

E se nascemos
e depois morremos
e não há mais nada
e acaba tudo. 

E se todo o sofrimento acaba... 
em vão!
E se todas as alegrias são,
só, remendos da existência.

E se não houver mesmo nada, 
e a morte for a portagem desse nada, 
onde as almas são apenas e só
mentiras do tudo que foi tudo e que agora é nada.

E se não houver mesmo nada,
E se não nos encontrarmos em qualquer lugar,
Acredita que te amei desde o primeiro momento,
Que foste tudo pelo menos para mim,
E que desejo ardentemente ter sido tudo para ti,
E o nada do nada nunca poderá apagar isso. 

Amo-te.

o homem que já não sou

não me olhes agora que estou 
mais velho e não correspondo em 
nada ao homem que 
amaste, procura encarar a tristeza 
sem me incluíres, seria demasiado 
cruel que me usasses para a 
dor. para ti 
quis trazer as coisas mais belas 
e em tudo o que fiz pus o 
cuidado meticuloso de quem 
ama. não me obrigues a cortar os 
pulsos quando fores num minuto ao 
jardim com o cão 

esta noite, sem notares, sustive a 
respiração e quase morri. não deste 
por nada. julgaste que voltei a 
ressonar e até terás esboçado um 
sorriso. e se eu pudesse morrer 
enquanto sorris, pergunto 

deixo para depois, ou talvez 
desista. mas não pode ser se 
tu me olhares em busca de tudo o que 
já não existe. não pode ser, levo a 
faca maior para debaixo do meu 
travesseiro, juro-te que me 
mato se continuares assim 

valter hugo-mãe, in "contabilidade"


A propósito do facilitismo

"Sem luta não há virtude."

Pe. Terroso

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Estou doente de futuro

A depressão é a doença das pessoas que estão doentes de passado, e a ansiedade é a doença das pessoas que estão doentes de futuro.

Luís Osório

A sério?

Um homem de 72 anos residente em Coimbra vai ter de pagar 4200 euros por um crime de difamação contra o deputado do PSD Carlos Peixoto, segundo um acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra (TRC).

O arguido tinha sido condenado pelo Tribunal de Gouveia ao pagamento de 1200 euros de multa, além de uma indemnização de 3000 euros ao deputado social-democrata, mas recorreu para o TRC que confirmou agora a decisão.

Em causa está uma carta aberta escrita pelo septuagenário, reformado, em resposta a um artigo de opinião do parlamentar, no qual este se referia ao envelhecimento da população portuguesa como a "peste grisalha".

Na missiva, o arguido escreve:

"A dimensão do nome que o titula como cidadão deve ser inversamente proporcional à inteligência - se ela existe - que o faz blaterar descarada e ostensivamente composições sonoras que irritam os tímpanos do mais recatado português", lê-se num excerto da carta escrita pelo arguido.

Eu subscrevo!

In Jornal Expresso, Adap. 

Benfica

Não me lembro da primeira vez que te vi, mas sei que gostei de ti. Não sei por que razão és tão importante para mim, sei que te amo desde que me conheço. És o primeiro amor da minha vida, sempre serás, nunca perderás esse lugar. A primeira paixão é a mais forte.
Por vezes, o meu humor confunde-se com o teu sucesso. Sinto-me triste quando perdes. Também não gosto de perder. Nunca gostei. Mesmo perdendo, alegro-me quando dás tudo, quando deixas a pele em campo, quando ultrapassas os limites, quando valorizas as vitórias do adversário. 
Sou apenas mais um dos muitos que gostam de ti, guardo um bocadinho de ti dentro de mim. Não sei explicar esta paixão.
Posso trocar tudo, pode mudar de rumo, de cidade, de trabalho, de vida, mas vou sempre gostar de ti. 
Uma paixão não se explica. Vive-se. Sente-se. Consome-se, consome-nos...
Gostava de transmitir esta paixão aos meus filhos. É bom partilhar paixões com os outros que também amamos. Sei que não se sentirão enciumados, porque entenderão esta paixão que também será a deles. Pelo contrário, saberão colocar no lugar certo os sentimentos que nos caracterizam enquanto humanos. 
Há coisas mais importantes na vida, sei que sim, há coisas mais úteis, também, mas nada me faz mais feliz do que tu. Gosto de ser assim. 




Chamem-me louco

"Os loucos por vezes curam-se, os imbecis nunca."

Oscar Wilde

Boa viagem


terça-feira, 1 de novembro de 2016